sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quem NÃO vai ler esta merda?

“A poesia é a antena da raça”

Noite quente no quiosque! 
Primavera chegando... 
Mas o calor ...era humano! 

Sim! Nesta quarta-feira, começamos a noite com um público sensacional! Apesar dos amigos que não apareceram, a noite foi supimpa!
O motivo? Noite do lançamento do livro do nosso companheiro Zé Calazans, com o título “ Quem vai ler esta Merda”. Para quem não compareceu, aí vai uma amostra:


Falando de livro... uma amostra do que vem dentro, pra dar uma água na boca:

RECEITA PARA PIZZAS
Dissolva dois tabletes de hipocrisia
uma porção de promessas não cumpridas.

Acrescente uma xícara e meia
de descaso e oportunismo.

Tempere com caixa dois à gosto
e não esqueça de rechear bem os bolsos
com bastante dinheiro público.

Leve ao Congresso por tempo indeterminado,

E você terá todo o sabor
do político tipicamente brasileiro.
(José Calazans)

Tivemos novas vozes, e alguns poemas não usualmente recitados também. Charles Bukowski e Charles Baudelaire vieram visitar a gente em seus poemas:

Esta noite
“seus poemas sobre as garotas ainda estão por aí
daqui a 50 anos quando as garotas já tiverem ido”,
meu editor me telefona.

caro editor:
parece que as garotas já se
foram.

entendo o que o senhor diz

mas me dê uma mulher verdadeiramente viva
nesta noite
cruzando o piso na minha direção

e o senhor pode ficar com todos os poemas

os bons
os maus
ou qualquer outra que eu venha a escrever
depois deste.

entendo o que o senhor diz.

o senhor entende o que eu digo?
(Charles Bukowski)


O amor e o crânio
(velha vinheta)
O amor sobre o crânio assentado
Desta humanidade,
E sobre o trono o descarado,
A rir de maldade,
Bolhas redondas vai jocundo
Soprando pelo ar,
Como se ao mais longínquo mundo
Quisessem chegar.
O globo lúcido se espalma
E vertigem grande,
Rompe e escarra a sua fina alma,
Sonho áureo se expande.
A cada bolha o crânio é voz
Gemente a rezar:
- "Esta brincadeira feroz
Quando irá acabar?"
"Pois o que o teu lábio ferino
Joga pelo ar langue
Meu cérebro é, monstro assassino,
Meu peito e meu sangue!"
(Charles Baudelaire)

Tivemos também Fernando Pessoa, Leminski, Marcus Vinícius Quiroga, e nossos poetas contemporâneos, afinal, como diz o Tornaghi, a poesia contemporânea não morreu em mil novecentos e Drummond!

Agradecemos a todos os presentes, e informamos que 
DOMINGO, TEM MAIS!
Será realizado o segundo lançamento do livro, para os faltantes, 
na PEDRA DO LEME, ÀS 17 HS!

2 comentários:

José Henrique Calazans disse...

Valeu pela força, pessoal! Foram dois lançamentos super divertidos! Abraços.

Louis ALLLien disse...

nós é que agradecvemnos por ter você com a gente.

estamos pensando em te sequestrar pra vc não ir pra sampa mais.