quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um Leminski pede três

moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
onde tudo que eu diga
seja poesia.


Nas Peladas Poéticas no Leme, sempre que alguém diz um Leminski, fazemos a brincadeira: "Um Leminski pede três." E pra preservar a tradição, aí vão três videos do Leminski:

O primeiro é uma animação, um vídeo-poema, chamado Vazio Agudo:


O segundo é um rápido registro em p&b muito interessante de Paulo Leminski dando uma aula sobre a linguagem:



E o terceiro é um outro registro sobre a utilidade do poeta. O poeta serve para respirar:





Paulo Leminski

Paulo Leminski Filho (Curitiba PR 1944 - idem 1989). Poeta, romancista e tradutor. Filho de Paulo Leminski, militar de origem polonesa, e Áurea Pereira Mendes, de ascendência africana. Aos doze anos, ingressa no Mosteiro de São Bento, onde adquire conhecimentos de latim, teologia, filosofia e literatura clássica. Em 1963, abandona a vocação religiosa. Viaja a Belo Horizonte para participar da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, onde conhece Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, criadores do movimento Poesia Concreta. No ano seguinte, publica seus primeiros poemas na revistaInvenção, editada pelos concretistas, e torna-se professor de história e redação em cursos pré-vestibulares, experiência que motivou a criação de seu primeiro romance, Catatau(1976). Leminski também atua como diretor de criação e redator em agências de publicidade, o que contribui para sua atividade poética, sobretudo no aspecto da comunicação visual. Fascinado pela cultura japonesa e pelo zen-budismo, Leminski pratica judô, escreve haicais e uma biografia de Matsuo Bashô. O interesse pelos mitos gregos, por sua vez, inspira a prosa poética Metaformose. Paulo Leminski exerce atividade intensa como crítico literário e tradutor, vertendo para o português obras de James Joyce, Samuel Beckett, Yukio Mishima, Alfred Jarry, entre outros. Colabora em revistas de vanguarda, comoRaposa, Muda e Qorpo Estranho, e faz parcerias musicais com Caetano Veloso e Itamar Assumpção, entre outros. Morre de cirrose hepática em 1989.

6 comentários:

Flá Perez (BláBlá) disse...

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Um Poema disse...

....

Interessantíssimo este trabalho sobre Leminski.

Obrigado pela visita.
Um abraço

Cynthia Lopes disse...

virá o dia,
com certeza.

um barato a parada para falar
de leminski.

bjs

Ricardo Alfaya disse...

Gostei muito do material sobre Leminski. Excelente edição. Abcs, Ricardo Alfaya.

Paula Izabela disse...

Passando p retribuir a visita e p agradecer o convite, Eduardo.
Olharei agora o blog da poesia pelada na praia. rsrs. Adorei a iniciativa. Não conheço o Rio, mas indo por aí, apareço sim.
Vou adicionar como seguidora p me manter informada do trabalho de vocês.
Abraços poéticos!

Luciah López disse...

Na verdade, Leminski pede 1000. (rsrs) bj, Luciah Lopez